Clube de Desbravadores Falcões da Fronteira
Associação Central Amazonas

Os dados apresentados aqui são de responsabilidade da diretoria do clube Falcões da Fronteira
Falcões da Fronteira

Falcões da Fronteira

Desbravadores

  • Membros 24
  • Diretoria 14
  • Total 38

Dados do clube

Fundação

30/11/1992 (27 ANOS)


Região

22ª R – ÁREA 6 / DBV


Endereço

RUA DA PATRIA, 551 - SÃO FRANCISCO
TABATINGA - AMAZONAS
69640-000


Reunião principal

SÁBADO
14:31:00


Link externo

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Classificação

Pré – Desbravadores
Era o começo da década de 90 e em Tabatinga vivia-se o entusiasmo das campais; o pastor do Distrito à época era Arlindo Pacheco (1989-1991) um homem alto, forte, entusiasmado e muito ligado as coisas do campo. Havia plantado um belo jardim assim como um milharal no terreno da igreja Central e das Comunições, promovia as horas sociais nos sábados à noite, incentivador e jogador de futebol nas tardes de domingo e com a ajuda dos irmãos construíra um “barracão” a fim de receber as campais, eventos de reavivamento espiritual de um fim de semana onde se recebiam os irmãos de todo o distrito (isso incluía os municípios do alto Solimões até Jutaí) e tínhamos a presença de pastores ilustres que vinham da AceAm (Pr Samuel Ramos, Pr Erich Munier pra citar alguns); esse mesmo barracão funcionou como salão dos jovens recebendo os programas JA e sendo a primeira sede do Clube de Desbravadores Falcões da Fronteira. O pastor Pacheco prepara terreno para implantação do programa de Desbravadores, com uma liderança bem dinâmica e motivadora os jovens agora careciam de planejamento e organização, mas Deus tinha o tempo certo para as coisas acontecerem.

Nos primórdios
A primeira vez que vi um desbravador eu me lembro bem: era o ano de 1991 um domingo pela manhã, eu tinha 8 anos e diferente de outros domingos meu pai não me levou pra assistir futebol; fomos à igreja e lá chegando me deparei com alguns irmãos que me eram comuns e aquela figura singular: vestido de camisa branca, calça cinza e um lenço amarelo com detalhes coloridos (uniforme de Guias Mayores, no Brasil Líder, característico da Colômbia, que recebeu da Associação Geral uma permissão para usar este uniforme já que o outro poderia fazer com que os conquistadores fossem confundidos com militares) com uma habilidade fantástica com as cordas e um vasto conhecimento em zoologia e botânica, era o pastor Matías, líder de Desbravadores da Divisão Centro-americana, que ao passar algum tempo em Letícia, cidade vizinha a Tabatinga, havia se disposto a realizar um treinamento para diretoria de Desbravadores em nosso antigo barracão a fim de implantar o programa na região. Me lembro de alguns nomes que se faziam presentes naquelas reuniões: Pedro León Pérez, Claudia Navarro, Júlio Del Risco, Héctor Rojas entre outros em sua maioria de fala hispana e amantes das atividades ao ar livre. Não podemos chamar aquelas reuniões de Clube de Desbravadores uma vez que não haviam desbravadores, se parecia mais com os atuais clubes de líderes onde se busca qualificar uma liderança e prepará-la para o trato com os desbravadores.
O início propriamente dito
O pastor Silvio Murilo de Azevedo (1991-1994) um homem culto, poliglota, preocupado com a saúde física também, foi o homem escolhido para apresentar ao distrito de Tabatinga o programa da Igreja Adventista do Sétimo Dia para os juvenis e adolescentes conhecido como Desbravadores. No primeiro retiro espiritual do distrito no ano de 1992 realizado no sítio do irmão Joaquim da Igreja das Comunicações, lugar localizado nas proximidades do INCRA 2, lembro do pastor reunindo os rapazes dentro da barraca e abrindo um mapa astronômico para ministrar a especialidade de Estrelas I (hoje em dia Astronomia) começava ali sem que se percebesse a ideia de clube; predominantemente masculino devido a natureza das atividades e ainda com pouca organização administrativa. Algumas atividades se levavam a cabo durante o ano de 1992: passeios ao INCRA, estudo de plantas e animais, corridas; lembro-me de um desafio feito em determinado passeio realizado nas proximidades do INCRA 2, onde se dividiu o clube em duas unidades e a diretoria escondeu o banderim e quem o encontrasse seria o vencedor, não é para mim uma grata lembrança haja visto ser o menor do grupo, com 8 ou 9 anos à época, e ter sido “pesado” para minha unidade. A propósito de unidades, tínhamos no clube as seguintes: TIGRES, LOBOS, ARARAS e ÁGUIAS. A divisão foi inicialmente feita por igreja, assim: Tigres e Águias eram unidades dos jovens da Central; Lobos e Araras eram os jovens da igreja do Brilhante; haviam jovens de outras igrejas do distrito (Comunicações, grupo do Tancredo Neves) mas as igrejas mais representativas eram estas duas. As reuniões já aconteciam conforme o costume de hoje: sábados às 15:00h e domingos às 09:00h.
Sempre pudemos contar com a presença de militares e ex-militares em nossas fileiras que de alguma forma contribuíram com conhecimentos técnicos de sobrevivência, ordem unida, orientação, plantas silvestres entre outros, mas principalmente com a disciplina e comprometimento que lhes é peculiar. Talvez dessa influencia surja nos desbravadores de Tabatinga essa vocação pela sobrevivência e essa familiaridade com a selva, claro que a geografia local pesa a esse favor também.
Naquele mesmo ano realizou-se a primeira “investidura” na cerimônia que podemos chamar de “marco inicial do clube Falcões da Fronteira” ocorrida numa noite de domingo em 30 Novembro de 1992, este evento apresentou oficialmente o clube para a igreja e para a sociedade tabatinguense. Não foi uma investidura como o programa de Desbravadores sugere com os requisitos de especialidades e de classes alcançados, teve mais um caráter motivador e expositivo para os jovens e para a igreja. A época o pastor Murilo selecionou alguns desbravadores por idade, e os investiu nas classes relativas. Lembro-me de ter sido investido na classe de Amigo, meu amigo Daniel Fagundes na classe de Companheiro, muito mais em função de nossas idades do que por méritos alcançados. Vale contudo destacar que esta cerimônia teve seu papel, a partir dela muitas outras vieram, cada vez mais bem organizadas e cumprindo o propósito das especialidades e classes do clube de Desbravadores. As classes que nos foram outorgadas naquela noite foram posteriormente cumpridas sem prejuízo a carreira dos desbravadores.

Héctor Rojas Rodriguez, justa homenagem
De 1991 à 1994 esteve como primeiro diretor do clube Falcões da Fronteira o irmão Héctor Rojas Rodriguez; colombiano casado com a irmã Ana Lucia, nascido a 17 de dezembro de 1938, isto é, quando assumiu a função de diretor tinha 53 anos de idade. Foi um incansável promotor da causa dos desbravadores enquanto esteve a frente do clube, investindo tempo, recursos e talento; num período em que não possuíamos a riqueza de material que possuímos hoje conduziu com sensibilidade e com a graça de Deus o programa do clube. Memorável por seu “portunhol” característico, um grande jogador de futebol na juventude, trabalhou como Chefe da seção de farmácia no hospital regional em sua cidade natal, Leticia. O irmão Héctor apesar de avançada idade sempre cultivou um espírito juvenil, disposto sempre a aprender e a ajudar, refletia em sua vida o nosso voto sendo um Servo de Deus e um amigo de todos. Nesse período, conduzido por Líder competente indicado pela ACeAm, concluiu a classe de Líder e foi investido em xx de xxxxxxx de 19xx, tornando-se o primeiro Líder de Desbravadores da cidade de Tabatinga. Palavras do Coordenador Regional oficiante da cerimônia de investidura: “Existem aqueles que concluem as classes agrupadas e são investidos Líder, sendo por isso chamados de Líder de estrela vazia, já que não concluíram as classes progressivas na idade correspondente; mas este é um Líder de Estrela cheia não pelo senso comum, mas por tudo aquilo que ele fez pelo clube de Desbravadores.” O irmão Héctor descansou no Senhor em 31 de Janeiro de 2016.
A viagem revolucionária
A julho de 1995, nas férias escolares daquele ano, os Falcões da Fronteira decidiram fazer uma excursão para Manaus. O Irmão Zoroastro Brandão seria o líder responsável por conduzir aquele grupo; o barco Almirante Monteiro do nosso irmão Isaias Monteiro, fez um pacote para que nossa passagem ficasse mais barata. O clube Falcões da Liberdade, do bairro Morro da Liberdade, forte e tradicional em Manaus, foi o clube que nos acolheu para fazermos uma espécie de oficina, aprendendo com eles e absorvendo o máximo de ideias que podíamos, alem das amizades e contatos que inevitavelmente se fazem. Quantas histórias poderiam ser contadas dessa viagem! Porem o mais importante desta aventura é a mudança de mentalidade que acompanhou aqueles jovens que ao voltarmos causaríamos uma revolução na maneira de desbravar em Tabatinga. Participaram da viagem: Zoroastro Brandão, Marilúcia, Samuel, Marlúcia, Lucideia, Marivaldo, Fábio, Anderson Pereira, Marilane, Anderson Olivar, Michelle Sousa, Bibiana Fagundes, Flaviana, Varly Gomes, Alfredo Rojas.
Aprendemos como gerir um clube, com diretoria organizada e uma hierarquia bem definida; como dispor as unidades por idade e como se comporta organicamente uma unidade que pode ser chamada de “célula do clube”; aprendemos a empreender para arrecadar dinheiro e custear os gastos da unidade; a fazer evoluções na ordem unida; a dar importância ao uniforme de unidades e as coisas que fortalecem a identidade da unidade (gritos de guerra, bandeirim, cadernos, cores, símbolos...) nos sentíamos prontos!
Quanta mudança em relação àquele simples e confuso começo! Agora tínhamos um norte e seguíamos seguros rumo ao nosso objetivo. O clube experimentou um crescimento de membros espetacular e surge a necessidade de qualificarmos a nossa diretoria. Pra essa missão o Senhor já tinha alguém em vista: Mario Stélio Ribeiro.
Investidura de Líderes
“É melhor ter um exército de ovelhas liderados por um leão, do que ter um exército de leões liderados por uma ovelha.”
Éramos leões, precisávamos de um leão para nos liderar; o irmão Stélio tinha sido separado para esse propósito. Militar da reserva, sério, focado e visionário eventualmente chegava em Tabatinga, uma vez que ele trabalhava na região com a FUNAI; sempre separava tempo para contribuir com os desbravadores. Nos mostrou a importância das classes progressivas para um clube de sucesso, sistematizou as classes e nos ensinou a fazer grandes eventos de investiduras e cultos de ação de graças. Alem do mais e talvez como legado mais importante, dirigiu um clube de Líderes para a diretoria e os conduziu até a investidura de Líder: Héctor Rojas (primeiro líder investido em Tabatinga) Zoroastro Brandão, Bibiana Fagundes, Ana Lúcia Pereira Chaves, Socorro Fernandes. Todos esses representam a primeira geração de líderes investidos em Tabatinga.
O clube ganhou forma, tínhamos uma diretoria capacitada e espiritual, a cidade sabia que tinha um clube e o clube estava disposto a ajudar sua cidade. Muitas foram as campanhas de vacinação, distribuição de folhetos, desfiles cívicos, eventos dentro e fora da igreja que os desbravadores estiveram apoiando e participando; a tão nobre missão de salvar do pecado e guiar no serviço agora era cumprida com excelência. Mas faltava gerar frutos, o trabalho precisava ser expandido.
O segundo clube – Vitória Régia
No ano 2000 o clube Falcões da Fronteira era um clube vibrante! Possuía muitos membros cerca de 45 desbravadores e um grupo achou por bem que o trabalho deveria expandir. Com a máxima de Alexandre o Grande: “dividir para conquistar” resolveu-se criar o clube Vitória Régia para atender os juvenis da região do bairro do Brilhante, das Comunicações e adjacências...


“Nada temos que temer quanto ao futuro, a menos que nos esqueçamos como o Senhor nos conduziu no passado.”
Clube de Desbravadores Falcões da Fronteira, localizada na Tríplice Fronteira desde 1992 Salvando do Pecado e Guiando no Serviço. Cada Vez Mais Fazendo parte deste grande Ministério de Salvar Almas para o Reino de Deus