AMIGUINHOS DA BOCAINA

Los datos presentados aquí son de responsabilidad de la directiva del Club AMIGUINHOS DA BOCAINA
AMIGUINHOS DA BOCAINA

AMIGUINHOS DA BOCAINA

Aventureros

Associação Rio Sul

  • Miembros 30
  • Directiva 16
  • Total 46

Datos del Club

Fundación

09/01/2001 (25 AÑOS)


Región

8ª REGIÃO AVENTUREIROS


Dirección

AV.FRANCISCO M. DE CASTRO, 982 - PARQUE MAMBUCABA
ANGRA DOS REIS - RIO DE JANEIRO
23954-210


Reunión principal

DOMINGO
09:00:00


Clube 5 Estrellas 2025/2026

Este Club fue 05 Estrellas en: 2024, 2025

Histórico do Clube de Aventureiros Amiguinhos da Bocaína: Uma Jornada de Fé,
Pioneirismo e Perseverança
Introdução: A Semente de uma Grande Obra
Toda grande jornada começa com um primeiro passo, uma visão plantada no coração de
alguém disposto a servir. Na comunidade Adventista do Sétimo Dia de Mambucaba, em
Angra dos Reis, essa semente foi lançada em um dia que se tornaria um marco para
dezenas de famílias: 09 de janeiro de 2001. Neste dia, a história do Clube de Aventureiros
Amiguinhos da Bocaína começou a ser escrita, não com tinta e papel, mas com fé,
dedicação e um profundo amor pelas crianças. Este documento busca honrar e registrar
os passos dessa caminhada, desde seus humildes e desafiadores primórdios até a sua
consolidação como um farol de esperança e desenvolvimento para a igreja e a
comunidade.
Capítulo I: O Nascer de um Sonho (A Fundação)
A necessidade era visível nos corredores e no pátio da igreja. O som das risadas e a energia
contagiante de um número expressivo de crianças ecoavam como um chamado. Foi esse
chamado que ressoou no coração de Maria Marli Frota Tavares. Recém-chegada da
igreja de Barra Mansa, ela trazia consigo não apenas a experiência, mas uma paixão
ardente por ensinar os caminhos do Mestre aos pequenos, através de disciplinas e classes
bíblicas.
Ela não via apenas um grupo de crianças; via um campo fértil, pronto para receber as
sementes da obediência, pureza, reverência, bondade e colaboração. Movida por essa
percepção e pelo seu amor ao ministério infantil, a proposta da fundação de um Clube de
Aventureiros foi levada à comissão da igreja. A resposta veio de forma oficial e
abençoada: através do voto de número 1-06, a igreja autorizou o início dos trabalhos,
nomeando Maria Marli como sua primeira e visionária diretora. Nascia ali, oficialmente,
um sonho que transformaria vidas.
Capítulo II: Os Desafios dos Pioneiros (O Início da Jornada)
A jornada pioneira, como tantas outras na seara do bem, foi pavimentada com desafios
formidáveis. O entusiasmo inicial logo encontrou a dura realidade da escassez de
recursos. O acesso a materiais pedagógicos e manuais de orientação era extremamente
limitado. A liderança não dispunha de um vasto acervo, mas sim de uma única cópia de
especialidades e um cartaz colorido, tesouros inestimáveis cedidos com carinho pela
irmã Clélia, na época líder de Desbravadores em Barra Mansa. Este gesto de solidariedade
foi a primeira prova de que Deus moveria corações para sustentar a obra.
Outro obstáculo significativo era a distância dos centros de treinamento e capacitação. As
reuniões do 'Clubão', essenciais para a formação da liderança, eram realizadas na cidade
do Rio de Janeiro. Para participar, a diretora Maria Marli precisava empreender uma
verdadeira maratona de fé. As viagens começavam bem de madrugada, nas estradas
ainda escuras, em uma demonstração de sacrifício e compromisso. Nessa jornada, ela não
estava sozinha. Contava com o apoio fundamental e a companhia fiel do irmão
Elias Paes e de seu esposo, Claudionor Tavares, que, com a mesma dedicação,compartilhavam dos sacrifícios para que o clube em Mambucaba pudesse florescer. Cada
viagem era um investimento de tempo, energia e recursos, movido por um propósito
muito maior.
Capítulo III: A Força da Adaptação e as Primeiras Reuniões
Com a bênção de Deus e a coragem da liderança, as primeiras reuniões do clube
finalmente aconteceram em abril de 2001. O sonho começava a tomar forma nos sorrisos
e na curiosidade das primeiras crianças. Juntaram-se à diretora Maria Marli as primeiras
associadas, mulheres de fibra e fé que abraçaram a causa: Marize Alves, Maria Gorete
e Emília Martins. Juntas, formaram o núcleo de uma equipe que faria história.
Diante da falta de materiais específicos para o currículo dos Aventureiros, a diretoria
precisou usar a criatividade e o Espírito de sabedoria. As reuniões foram adaptadas para
a realidade que tinham. O sábado era dedicado à Classe Bíblica, fortalecendo a base
espiritual dos pequenos. O domingo se transformava em um dia de festa, aprendizado e
comunhão, com atividades elaboradas pela própria diretoria: concursos bíblicos para
estimular o conhecimento da Palavra, gincanas que ensinavam sobre trabalho em equipe
e, claro, a inesquecível corrida do saco, que arrancava gargalhadas e criava memórias
afetivas duradouras. Essas atividades, embora simples, eram ricas em propósito e
cumpriam a missão de ensinar valores cristãos de forma lúdica e eficaz.
Capítulo IV: Construindo uma Identidade Sólida
Aos poucos, o clube começou a ganhar suas próprias características, seus símbolos e sua
identidade.
• O Nome: Em um belo exemplo de participação e pertencimento, o nome
'Amiguinhos da Bocaína' foi escolhido democraticamente pelas próprias
crianças em conjunto com a diretoria. O nome conectava o clube à sua geografia
local, criando um forte senso de identidade regional e comunitária.
• O Hino: A identidade sonora do clube ganhou vida através do talento e da
inspiração da irmã Gorete, que compôs o hino oficial. A melodia e a letra
rapidamente conquistaram o coração das crianças. Elas não apenas cantavam, mas
faziam gestos, expressavam alegria e se sentiam parte de algo especial. O hino
tornou-se a trilha sonora da felicidade e da fé que unia aquele grupo.
• A Primeira Bandeira: Todo clube precisa de seu estandarte, um símbolo visível
de sua união e seus ideais. A primeira bandeira dos Amiguinhos da Bocaína foi
um presente especial, uma doação do irmão Jackson Valoni, que atualmente
serve à igreja como ancião. Aquele tecido, com as cores e o emblema dos
Aventureiros, representava a concretização de um sonho e era hasteado com
orgulho a cada reunião.
• O Uniforme: O desejo de padronizar e oficializar o clube levou a mais um passo
importante: a aquisição das primeiras blusas. A compra foi realizada na antiga loja 'Manancial', em Campo Grande (RJ), mais uma jornada que simbolizava
o esforço e o cuidado da liderança em oferecer o melhor para as crianças. Vestir
aquela blusa era vestir a camisa de um ideal.
Capítulo V: Superando Barreiras e Plantando para o Futuro
A caminhada também foi marcada por desafios de ordem social e financeira. Uma
dificuldade notável era o fato de que a grande maioria dos pais não eram membros da
igreja. Isso exigia da liderança uma sensibilidade extra, um trabalho de evangelismo
indireto, construindo pontes de confiança com as famílias e demonstrando, através do
cuidado com seus filhos, o amor de Cristo. O clube se tornou uma importante frente
missionária, uma porta de entrada para muitos lares na comunidade.
Além disso, os problemas financeiros eram uma constante. A manutenção das
atividades, a compra de materiais e os custos com eventos dependiam de doações e da fé
na providência divina. Cada conquista, por menor que fosse, era celebrada como uma
grande vitória e um testemunho do cuidado de Deus.
Capítulo VI: A Continuidade do Legado (A Liderança em 2019)
O tempo passou, e a semente plantada em 2001 germinou, cresceu e deu muitos frutos. A
data de 20 de outubro de 2019 encontra o Clube de Aventureiros Amiguinhos da Bocaína
firme em seu propósito, com uma liderança renovada e comprometida em dar
continuidade ao legado. A composição da diretoria nesta data demonstra a força e a
longevidade da obra:
• Diretora: Fabiana Cardoso dos Santos
• Associada: Maria Marli Frota Tavares
• Secretária: Marli Tavares
• Capelã: Aline Paes de Lima
• Conselheira: Débora Rodrigues
A presença da fundadora, Maria Marli Frota Tavares, agora atuando como associada, é
um testemunho poderoso de um amor que nunca se apagou pelo ministério. É a prova de
que a missão de guiar os cordeirinhos de Cristo não é um cargo, mas um chamado para
toda a vida.
A história do Clube de Aventureiros Amiguinhos da Bocaína é um retrato inspirador de
como a visão, a fé e a perseverança de poucos podem impactar a vida de muitos. Desde
as viagens de madrugada e a escassez de recursos até a alegria contagiante do hino e o
orgulho da primeira bandeira, cada passo foi guiado pela mão de Deus. Este clube não é
apenas uma organização; é uma família, uma escola de valores e um campo de
treinamento para futuros cidadãos do Céu. Que este registro sirva de inspiração para as futuras gerações e como um tributo a cada líder, criança e apoiador que fez e faz parte
desta abençoada história.
Angra dos Reis, 20 de outubro de 2019.